•maio 24, 2007 • 1 Comentário

*Para ler ouvindo De Onde Vem A Calma – Los Hermanos.

Eu tenho uma irmã que me cobra por não escrever.
Isso é muito bom e muito ruim.
Muito ruim porque cobrança é ruim. Muito bom porque escrever aqui é bom.

Então começamos hoje com novidade.
Este blog mudará novamente.
Já se pode conhecer a casa nova, mas a mudança ainda não foi concluída porque a tal casa nova está em reforma.
Será mais clean.

Segue uma foto. Ele tentou virar cambalhota quando saía feliz do posto?
Esse mundo está de pernas pro ar. Tá louco, viu…
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Não acredita que o mundo está de pernas pro ar?
Que dizer de alguém que paga €17 para colocar na internet o seguinte anúncio:
‘Seu PC está livre de vírus? Contamine ele aqui!’
E vou além. O anúncio foi ao ar 259.723 vezes em 6 meses.
Que dizer das 409 pessoas que clicaram no anúncio durante este período?
Eu hein…

Estou fazendo um curso do banco. ‘Gente que atende gente’.
Absolutamente nada de novo, mas isso de sair da roda-viva faz bem pras idéias.

Hoje Pessoa: ‘Quem sou eu pra mim? Só uma sensação minha.’

‘Noite. Fui que minha cabeça dói.

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•maio 19, 2007 • 2 Comentários

*Para ler ouvindo Si La Photo Es Bonne – Barbara

Ontem fui no Estação assistir Homem-Aranha 3.
Sem dúvida o pior dos 3. Forçado demais. Sofrível mesmo.
Cheguei quase a me perguntar se o Homem-Aranha seria alguém pior que o Batman.
Ele não merece o amor da MJ, a amizade do Harry, enfim, do mal.
Pior parte? A hora em que Bernard, mordomo dos Osborn decide ‘contar o que sabe’ ao patrãozinho. Digamos que se ele tivesse contado antes, não teríamos motivo nem pro Homem-Aranha 2. Por que não contou, maldito Bernard?

Hoje saí fotografar curitibanalidades sob céu cinza e úmido.
Destino – Largo da Ordem.
Logo que sentei às margens do cavalo babão, bati a primeira foto. Uma dessas pessoas com jeito de hippie com a igreja ao fundo. E…? E a pessoa, que tá mais pra personagem, assim que foi clicada sem saber, sentou ao meu lado e me contou os últimos anos de sua vida. Se chama Loraine, faz faculdade de arte, saiu de casa porque a mãe não deixava ela fazer nada (nada é um dos conceitos mais relativos que existe…), morou com amigos, com uma prima, com um namorado e voltou pra casa da mãe, gosta de teatro, legião urbana, estava esperando um amigo que estava atrasado, quer morar na França… Coisas de Curitiba. Sei mais sobre Loraine em 15 minutos do que vou saber em toda minha vida sobre meu vizinho de porta. Ah! Ela disse também que era super tímida.
Talvez fosse uma das poucas pessoas que nasceu em Curitiba e conseguiu esquecer o conselho dos pais: Não fale com estranhos na rua!

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Tá. Fui que hoje é dia de Beto Batata.
‘Noite!

•maio 15, 2007 • Deixe um comentário

*Para ler ouvindo Welcome To This World – Primus

Hoje só comentários sobre notícias(?)…

Notícia 1 – Folha Online, 12 de maio.
Polícia detém manifestação anticristo na basílica de Aparecida.
…”O comando está preparado para impedir qualquer manifestação. O objetivo é dar condições das pessoas externarem sua fé”. Afirmou  o major José Mateus Teixeira Ribeiro, coordenador da Comunicação Social do Cosi (Centro de Operações de Segurança Integrada).
Opa! o objetivo é dar condições das pessoas externarem? E o que os maluquinhos do Ministério Internacional Cresciendo en Gracia faziam lá com suas faixas contra o papa que não é pop? Externavam sua fé? Ah… tá.

Notícia 2 – Der Spiegel, 12 de maio.
Objetofilia, fetichismo e neo-sexualidade: apaixonados por coisas
Sim, criaram mais uma ‘bobaginha’. Agora você também pode ser objectum-sexual.
A matéria cita casos de pessoas apaixonadas e sexualmente atraídas pelo muro de Berlim, pelo WTC (pobres viúvas), por teclados e outras coisas. Qualquer coisa vale. Tem um cara que vem tendo um relacionamento estável com uma locomotiva a vapor. Eu, hein… Óbvio que no final da matéria tem um sexólogo pra falar que os objetófilos são gente boa. Podem até ser, mas tira o olho da minha máquina fotográfica!

Enfim. Welcome to this world! Canta Les Claypool enquanto me divirto por aqui.
Foto? Sim, depois.

•maio 12, 2007 • 1 Comentário

*Para ler ouvindo Copacabana – Móveis Coloniais de Acaju.

Lóri me ensina coisas.
O que foi dessa vez? Móveis Coloniais de Acaju!
É Ska? É, mas é bem mais que isso também! Letras inteligentes? Sim! De onde é? Brasília!
O nome do cd é Idem. Letras e músicas na página da banda.
Eu mexeria num único ponto. Letras tão bem feitas mereciam vocal mais destacado.
O instrumental é perfeito. Mais um bom vício. Se é que isso existe… Hahaha.

Passei o dia com as meninas.
É aniversário da dona Mara.
Fomos na Bombocado. Parabéns pra mãe que ela merece!

Começou. Segunda divisão. Segundo ano seguido.
Estréia em casa. Coritiba 3X1 Paulista.
1º passo de 38. Passo bem dado.
E ‘Fora Gionédis!’

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Boa notícia otakus de plantão!
Tem matsuri antes do Imin.
Aniversário do Bunka Center.
09 e 10 de Junho. Onde? Onde? Na Praça do Japão! Aê!

‘Noite.

•maio 10, 2007 • 2 Comentários

*Para ler ouvindo Fibre de Verre – Paris Combo.

‘Boa noite, companheiros. Boa noite, companheiras.’
Assim começou ontem, com quase meia hora de atraso a ‘assembléia’ extraordinária do sindicato dos bancários de Curitiba e arrebaldes. De extraordinária, só a quantidade de pelegos lá reunidos. Ambiente insalubre para o cérebro.
Sim, dessa vez a situação é séria, e talvez justamente por isso me doa tanto depender daquele povo. Chegaram a falar que temos que ser contra as mudanças do banco a priori. Ótimo, nem precisamos discutir a questão. Eles decidem e o resto assina. Um tal de Pablo nos brindou com um daqueles discursos prontos de sindicalista, com uma média de 3 trocadilhos a cada 2 palavras. Lá falaram mal do governo Lula. Eles que durante as celebrações do 1º de Maio tanto alisaram esse mesmo governo. Coincidência essas medidas serem anunciadas só 2 de Maio? Difícil, hein…
Enfim. se me falarem que tinha mais que 70 pessoas lá, digo que é mentira.
Meia dúzia de gatos pingados.
E quarta que vem tem mais.
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Vontade de choconhaque. Poucas coisas combinam tanto com esse friozinho delicioso.
Sábado começa o martírio. Mais um ano de série B. Dessa vez vai… haha…
E ‘fora Gionédis!’

•maio 8, 2007 • 1 Comentário

*Para ler ouvindo E Estamos Conversados – Arnaldo Antunes.

Eu não acho mais graça nenhuma nesse ruído constante
que fazem as falas das pessoas falando, cochichando e reclamando,
que eles querem mesmo é reclamar,
como uma risada na minha orelha, ou como uma abelha, ou qualquer outra coisa pentelha,
sobre as vidas alheias, ou como elas são feias,
ou como estão cheias de tanto esconderem segredos
que todo mundo já sabe, ou se não sabe desconfia.
Eu não vou mais ficar ouvindo distraido eles falarem deles e do que eles fariam se fosse com eles
e o que eles não fazem de jeito nenhum, como se interessasse a qualquer um.
Eles são: As pessoas. As pessoas todas, fora os mudos.
Se eles querem falar de mim, de nós, de nós dois,
falem longe da minha janela, por favor, se for para falar do meu amor.
Eu agora só escuto rádio, vitrola, gravador.
Campainha, telefone, secretária eletrônica eu não ouço nunca mais, pelo menos por enquanto.
Quem quiser papo comigo tem que calar a boca enquanto eu fecho o bico.
E estamos conversados.

Ah esse Arnaldo.
Sempre único…
Sempre preciso.
Acontece a mesma coisa com Nietzsche.
Sempre a página certa na hora certa.
Sempre a música certa na hora certa.

Não adianta fingir.
Os assuntos amarelos têm sim me preocupado.
Que será do BB e que será daqueles que o LIC chama de funcis?
Medo.

Acabei de chegar do São Lourenço. Passei uma hora lá matando saudades das meninas.

Entre ontem e hoje li o Dicionário das Idéias Feitas, do Flaubert.
Um deboche maravilhoso aos costumes da Paris do fim do século XIX.
Amostra grátis:

América: Belo exemplo de injustiça, foi Colombo quem a descobriu e seu nome vem de Américo Vespúcio. Sem a descoberta da América, não teríamos a sífilis e a filoxera. Deve-se exaltá-la mesmo assim, principalmente quando não se foi lá.
Antigüidades: São sempre de fabricação moderna.
Calor: Sempre insuportável.
Champagne: …Deve-se fingir detestá-lo, dizendo que “não é vinho”. Provoca entusiasmo na gentinha.
Cólera: Ativa a circulação; encolerizar-se de vez em quando é uma medida de higiene.
Covinhas: Deve-se sempre dizer a uma moça bonita que ela tem amores aninhados nas covinhas.
Doença dos nervos: É sempre fingimento.
Dor: A dor verdadeira é sempre contida.
Exercício: Preserva contra todas as doenças: deve-se sempre aconselhar aos outros que façam exercícios.
Fazenda: Quando visitamos uma fazenda, só devemos comer pão preto e beber leite. Se acrescentarem ovos, deve-se exclamar: “Meu Deus, como estão frescos! Impossível encontrar ovos assim na cidade!
Fulminar: Lindo verbo.
Higiene: Preserva contra as doenças, quando não é sua causa.
Infinitesimal: Ninguém sabe o que é, mas tem alguma relação com a homeopatia.
Jujuba: Ninguém sabe do que é feita. (Diz a lenda que um dia o Rui vai acabar sabendo.)
Liberdade: Ó Liberdade! Quantos crimes são cometidos em teu nome!
Tempo: Eterno assunto de conversa. Causa universal de todas as doenças.

Como não fotografei hoje, deixo o link de um brógue com imagens que amei.
Déesse déchue
Vale a visita.

‘Noite.

•maio 6, 2007 • 2 Comentários

*Para ler ouvindo O percurso – Nervoso

Como Lóri me ensinou, se falta paciência com as palavras, vamos às fotos.
Fotos das pessoas que colorem os matsuri da praça.
Estão sempre por lá. Divertindo e se divertindo.
Amanhã comento. Gracias!

Eles dançam…
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Daqui sai o melhor tempurá que existe.
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Abraços grátis
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Escravos à venda
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Pessoas
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O importante, o divertido, o legalzão da coisa é o clima de confraternização.
Cada um do seu jeito. Ninguém interessado em incomodar.
Festa. Música.
Volto sempre.

Final de semana todo com saudades.
‘Noite. Sono. Bocejo.