Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir

Deus lhe pague

Pelo prazer de chorar e pelo “estamos aí”
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair

Deus lhe pague

Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo, que é lindo, novela, missa e gibi

Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair

Deus lhe pague

Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir

Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir

Deus lhe pague

Precisa citar a fonte? Vai lá… Deus lhe pague – Francisco Buarque de Hollanda
Esse senhor que volta e meia violenta brutalmente e sem dó o meu comodismo medíocre.
Vontades?? Virar homem-bomba, guerrilheiro, terrorista, partisan.
Enfim… De jeito nenhum me sentar com as pessoas da sala de jantar…

Imagem! Não gostei muito, mas decidi que tudo que eu fizer, vou colocar aqui.
20070110antesdepois.jpg

Mudança de planos, “As Brumas…” ficaram pra depois, estou terminando de ler “Mais Platão, Menos Prozac” do canadense Lou Marinoff. Estou gostando? Não sei… Acho que ele gasta muito tempo com uma auto-propaganda desnecessária, páginas em que poderia estar explicando melhor seu método de “aconselhamento filosófico”. De qualquer forma, tem um apêndice divertido, Quase um memorex pré-vestibular sobre grandes filósofos de todos os tempos… Talvez a melhor parte do livro.

Pessoal e intimamente (hahaha) satisfeito com a mudaça do UOL pro WordPress.

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~ por Rui Bittencourt em janeiro 16, 2007.

Uma resposta to “”

  1. Ah, mas ele tem que postar uma das minhas letras favoritas, né?
    Eu sinto arrepios quando escuto essa música. Ela é instigante e misteriosamente forte, pesada.

    Bom, eu não entendi nada da sua imagem… hahaha mas seja lá o que vc quis dizer com ela, está muito original.
    É isso aí,
    Nota mental: eu preciso espantar as traças do meu blog. Urgentemente.

    Beijoquinhas.

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